terça-feira, 1 de maio de 2018

MAIS INTELIGÊNCIA E TRABALHO INTEGRADO

A violência é sem dúvidas um dos maiores problemas do Brasil. Precisamos de liderança do Governo Federal no combate ao crime organizado, maior participação dos municípios na segurança pública e trabalho integrado entre Estados, polícias e União nas fronteiras.

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"TRAZER A SOCIEDADE PARA UM PROJETO EM TORNO DO BRASIL"

Na Confederação Nacional da Agricultura Geraldo Alckmin defendeu a criação de um centro democratico, uma união entre partidos políticos e setores da sociedade civil.

"Temos que trabalhar em torno de um projeto para os desafios que o próximo presidente terá, independentemente de qual partido ele ou ela pertença. Vamos unir forças".

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sexta-feira, 27 de abril de 2018

"SÓ GASTA DINHEIRO FÁCIL, QUEM HANHA DINHEIRO FACIL"

Meu pai dizia: Só gasta dinheiro facil quem ganha dinheiro fácil. Nas contas públicas, é a mesma coisa. O Brasil hoje gasta mais do que arrecada. É preciso corrigir isso, cortando despesas desnecessárias para investir no que mais importa para a população, afirma Geraldo Alckmin.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

PARTIDOS DE CENTRO-DIREITA PODEM DESISTIR DE CANDIDATURA E APOIAR ALCKMIN

Nos bastidores, caciques apostam que MDB não lançará candidatura e DEM irá desistir de Rodrigo Maia.

Mais de 1 mês após o DEM lançar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, como pré-candidato à Presidência da República e de o presidente Michel Temeradmitir que pode entrar na disputa pelo Palácio do Planalto, a expectativa para os próximos meses é que os partidos de centro-direita se unam ao redor da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).

Nos bastidores, caciques de siglas que integram a base do governo Temer apostam que PSD, PP, PR, MDB e DEM devem apoiar o tucano ainda no 1º turno. Apesar de ter entre 6% e 8% das intenções de voto, de acordo com a última pesquisa Datafolha, o ex-governador de São Paulo se destaca quando comparado aos concorrentes diretos.

Possíveis candidatos do MDB, Temer e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles alcançam, no máximo, 2% das intenções de voto. Já Rodrigo Maia oscila entre 1% e 2%.

Os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas.

Sem candidato próprio após descartar a candidatura de Meirelles, a tendência do PSD é de apoio a Alckmin. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, ministro de Ciência e Tecnologia, acertou a indicação para vice de João Doria (PSDB) na corrida pelo governo de São Paulo.

Também não lançaram presidenciáveis PP e PR, mas demonstraram apoio a Maia no lançamento da pré-candidatura. “Nós, do Partido Progressista, temos muita esperança em você, de você empenhar nossas bandeiras. Sei que você vai percorrer esse país e os progressistas estarão ao seu lado”, disse o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), ao lado do líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), na convenção do DEM, em março. Uma eventual desistência do democrata poderia atrair o apoio dos 2 partidos do centrão para o PSDB.
Candidatura de Maia não decola

Logo após se lançar como pré-candidato, Maia iniciou viagens pelo País a fim de aumentar sua popularidade, mas a candidatura ainda não decolou. O ritmo do roteiro foi reduzido nas últimas semanas, quando o democrata concentrou as visitas no Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral. No início do ano, ele mesmo afirmou que só seria candidato se alcançasse 7% nas pesquisas até maio.

Outro fator que poderia favorecer o presidente da Câmara, a aprovação de propostas na área de segurança na Câmara também não saiu do papel, apesar de a discussão ter sido iniciada após a intervenção federal de militares no Rio, em fevereiro. O conteúdo final do projeto que endurece penas para o tráfico de drogas e de armas apoiado pelo democrata ainda não foi divulgado.

Apesar das dificuldades e de conversas com tucanos, o DEM nega que irá sair da corrida presidencial. “A candidatura está mantida”, afirmou ao HuffPost Brasil o senador Agripino Maia (DEM-RN), ex-presidente da sigla. O partido, contudo, defende uma unificação nas candidaturas da centro-direita.
MDB pode desistir de Temer e apoiar Alckmin

Dirigentes de partidos também não acreditam que Temer irá lançar de fato uma candidatura. Apenas 5% dos brasileiros considera o governo bom ou ótimo, de acordo com última pesquisa Ibope.

Aliado do emedebista, o ministro Carlos Marun, responsável pela articulação política, não descartou a possibilidade de o MDB apoiar Alckmin, desde que ele defenda a pauta do governo. “Precisa ter posição. Quando vier a ter, pode ser incluído entre os que podem receber nosso apoio nas próximas eleições”, afirmou em entrevista ao à Rádio Eldorado nesta segunda-feira (23).

O tucano, por sua vez, tem buscado dirigentes de partidos da centro-direita e defendido publicamente uma candidatura única. “É natural que se reduza o número de candidaturas, que se busque entendimento em torno de um projeto para o Brasil” afirmou Alckmin após reunião com dirigentes da FecomercioSP na segunda-feira (23).

Para o ex-governador, a fragmentação de candidatos confunde a população. “Acho que até maio ou junho, a gente precisa fazer esforço mais ao centro para afunilar”, completou. Ele não citou, contudo, quais partidos estariam incluídos nesse movimento.

Fonte: www.alckmistas

ALCKMIN: ACREDITO NO JULGAMENTO POPULAR E NÃO DUVIDO QUE VAMOS CRESCER.


O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira, 25, que “acredita no julgamento popular” e que “tem certeza” de que irá crescer nas pesquisas de intenção de voto.

O discurso foi feito após pesquisa Ibope, divulgada ontem pela TV Bandeirantes, mostrar que, entre os eleitores de São Paulo, onde foi governador por quatro vezes, o tucano está atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e empatado tecnicamente com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Mesmo num cenário sem Lula, e em que o presidente Michel Temer aparece como candidato do MDB, Bolsonaro e Alckmin dividem a liderança entre os paulistas, com 16% e 15% das intenções de voto, respectivamente.

Alckmin minimizou o resultado. “Pesquisa é retrato do momento. Na realidade, a campanha não começou. A pesquisa é correta do ponto de vista estatístico, mas não tem valor político. Evidente que a pesquisa vai se alterar, para isso existe a campanha. Eu acredito no julgamento popular e não tenho dúvidas de que vamos crescer (nas pesquisas). Vamos ter os melhores palanques do Brasil, do PSDB ou de aliados”, afirmou.

Alckmin anunciou também que o ex-presidente do Banco Central Pérsio Arida, seu coordenador de campanha para a área econômica, está desenvolvendo uma proposta para “dobrar a renda dos brasileiros”, que deve nortear seu programa de governo.

“Vamos apresentar um plano em dez dias para dobrar a renda dos brasileiros. Quem ganha R$ 2 mil vai ganhar R$ 4 mil. Quem ganha R$ 4 mil vai ganhar R$ 8 mil. O objetivo é melhorar a vida das pessoas, dobrar a renda do brasileiro. Para isso, teremos que fazer abertura comercial, metas ano a ano, zerar o déficit fiscal primário para ter política fiscal adequada”, defendeu. “Vamos estabelecer todas as metas em uma agenda de competitividade.”

O tucano adiantou ainda que o cientista político Luiz Felipe D’Avila será o responsável por coordenar a comunicação da sua campanha política. Outra novidade da campanha é que a sigla irá fazer, segundo Alckmin, seminários sobre assuntos pertinentes ao seu programa. “Primeiro seminário vai ser sobre a segurança pública com questões bastante objetivas. (Combate ao) tráfico de drogas, tráfico de armas, com metas para ser atingidas, como fizemos em São Paulo”, afirmou.

Fonte: www.alckmistas.com


GERALDO ALCKMIN FAZ PALESTRAS PARA EMPRESÁRIOS NO ESPÍRITO SANTO


Ex-governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin visitará o Espírito Santo no próximo dia 26/04, quinta-feira. O presidenciável vai se reunir com correligionários pela manhã, entre 10h00 e 12h00 e, a tarde, às 15h00, fará palestra para empresários. Os locais dos encontros ainda serão definidos.

A agenda de pré-campanha de Geraldo Alckmin praticamente será iniciada no Espírito Santo, um dos primeiros estados a receberem o tucano.

Para o presidente estadual do partido vice-governador, Cesar Colnago, o PSDB sempre teve boas votações no Espírito Santo e é uma tradição de presidenciáveis começar as atividades por aqui, disse.

Programação:

10h00 as 12h00 – Encontro com lideranças politicas do PSDB e convidados de outros partidos

13h00 – Almoço com Governador Paulo Hartung (MDB) e Cesar Colnago (PSDB)

15h00 – Palestra a empresários

Fonte: www.alckmistas.com

RUBENS BARBOSA VAI COORDENAR POLÍTICA EXTERNA NO PROGRAMA DE ALCKMIN



Geraldo Alckmin trabalha para fechar nesta semana a coluna vertebral de sua equipe. Rubens Barbosa, que foi embaixador do Brasil nos EUA, vai coordenar o capítulo de política externa do programa de governo do PSDB.

Fonte: www.alckmistas.com

GERALDO ALCKMIN: INVESTIMENTO NAS REGIÕES MENOS DESENVOLVIDAS

Temos que trabalhar para estimular a atividade econômica e a geração de empregos. Há muitos caminhos para levar o país nessa direção, como reduzir burocracias, facilitar o acesso ao crédito e criar bons projetos de transporte e logística para as regiões estratégicas.

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BRASIL ELEIÇÕES 2018: "A POPULAÇÃO NÃO QUER UM SHOW MAN.

Para Geraldo Alckmin os problemas do país não vão ser resolvidos com espetáculo ou discursos inflamados.  A solução é muito trabalho, união e responsabilidade. Nosso país tem um imenso potencial. Temos tudo para melhorar a vida de todos os brasileiros.

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GERALDO ALCKMIN: "PODEMOS ESTAR DECIDINDO O FUTURO DE UMA GERACAO"

Respeito todas as pré-candidaturas, mas acredito que não teremos todas essas chapas na eleição. Haverá união em torno de um projeto que defenda os interesses daqueles que querem um Brasil melhor, com responsabilidade fiscal, crescimento econômico e inclusão social.

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O BRASIL TEM DOIS GRANDES DESAFIOS: CRESCIMENTO ECONÔMICO E JUSTIÇA SOCIAL

O crescimento é fundamental para que nosso país melhore. Não adianta, no entanto, ter apenas crescimentos cíclicos, é preciso que seja sustentável. Com uma agenda de reformas, vamos fazer o Brasil crescer ainda mais, corrigindo injustiças e promovendo a inclusão social.

#PreparadoParaAjudar

"O PROBLEMA DE QUEM FAZ POPULISMO, GASTA DINHEIRO QUE NÃO EXISTE NO GOVERNO, É QUE QUEM PAGA A CONTA É O POVO"

Segundo Geraldo Alckmin: Nós temos que falar a verdade à população. Não podemos mais abraçar discursos demagógicos, que são prejudiciais para o país. O Brasil precisa de responsabilidade fiscal e crescimento sustentável. É esse o caminho para melhorarmos a vida de todos.

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SEM INVESTIMENTO, NÃO TEM DESENVOLVIMENTO NEM EMPREGO.

A economia global vive um grande momento. Temos que aproveitar isso em benefício do país e de nossa população, com grandes projetos para modernizar o Brasil e gerar mais empregos. Obras de metrô, estradas, ferrovias, construção de casas. Tudo isso é emprego na veia. Afirma Geraldo Alckmin.

#PreparadoParaAjudar

TEMOS QUE TIRAR O PESO DOS GOVERNOS SOBRE AS COSTAS DOS TRABALHADORES E EMPREENDEDORES.

Segundo Geraldo Alckmin o Brasil precisa de uma agenda de produtividade e de desburocratização. O governo não pode ser um obstáculo para quem quer empreender e gerar empregos. Temos que ajudar empresas e trabalhadores.

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domingo, 22 de abril de 2018

MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO DE DEUS




MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO DE DEUS
O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo (1Jo 1,3)
Em comunhão com o Papa Francisco, nós, Bispos membros da CNBB, reunidos na 56ª Assembleia Geral, em Aparecida – SP, agradecemos a Deus pelos 65 anos da CNBB, dom de Deus para a Igreja e para a sociedade brasileira. Convidamos os membros de nossas comunidades e todas as pessoas de boa vontade a se associarem à reflexão que fazemos sobre nossa missão e assumirem conosco o compromisso de percorrer este caminho de comunhão e serviço.
Vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o diálogo respeitoso, que estimule e faça crescer a nossa comunhão na fé, pois, só permanecendo unidos em Cristo podemos experimentar a alegria de ser discípulos missionários.
A Igreja fundada por Cristo é mistério de comunhão: “povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (São Cipriano). Como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (cf. Ef 5,25), assim devemos amá-la e por ela nos doar. Por isso, não é possível compreender a Igreja simplesmente a partir de categorias sociológicas, políticas e ideológicas, pois ela é, na história, o povo de Deus, o corpo de Cristo, e o templo do Espírito Santo.
Nós, Bispos da Igreja Católica, sucessores dos Apóstolos, estamos unidos entre nós por uma fraternidade sacramental e em comunhão com o sucessor de Pedro; isso nos constitui um colégio a serviço da Igreja (cf. Christus Dominus, 3). O nosso afeto colegial se concretiza também nas Conferências Episcopais, expressão da catolicidade e unidade da Igreja. O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium, 23, atribui o surgimento das Conferências à Divina Providência e, no decreto Christus Dominus, 37, determina que sejam estabelecidas em todos os países em que está presente a Igreja.
Em sua missão evangelizadora, a CNBB vem servindo à sociedade brasileira, pautando sua atuação pelo Evangelho e pelo Magistério, particularmente pela Doutrina Social da Igreja. “A fé age pela caridade” (Gl 5,6); por isso, a Igreja, a partir de Jesus Cristo, que revela o mistério do homem, promove o humanismo integral e solidário em defesa da vida, desde a concepção até o fim natural. Igualmente, a opção preferencial pelos pobres é uma marca distintiva da história desta Conferência. O Papa Bento XVI afirmou que “a opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para enriquecer-nos com a sua pobreza”. É a partir de Jesus Cristo que a Igreja se dedica aos pobres e marginalizados, pois neles ela toca a própria carne sofredora de Cristo, como exorta o Papa Francisco.
A CNBB não se identifica com nenhuma ideologia ou partido político. As ideologias levam a dois erros nocivos: por um lado, transformar o cristianismo numa espécie de ONG, sem levar em conta a graça e a união interior com Cristo; por outro, viver entregue ao intimismo, suspeitando do compromisso social dos outros e considerando-o superficial e mundano (cf. Gaudete et Exsultate, n. 100-101).
Ao assumir posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, a CNBB o faz por exigência do Evangelho. A Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Isso nos compromete profeticamente. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada. Se, por este motivo, formos perseguidos, nos configuraremos a Jesus Cristo, vivendo a bem-aventurança da perseguição (Mt 5,11).
A Conferência Episcopal, como instituição colegiada, não pode ser responsabilizada por palavras ou ações isoladas que não estejam em sintonia com a fé da Igreja, sua liturgia e doutrina social, mesmo quando realizadas por eclesiásticos.
Neste Ano Nacional do Laicato, conclamamos todos os fiéis a viverem a integralidade da fé, na comunhão eclesial, construindo uma sociedade impregnada dos valores do Reino de Deus. Para isso, a liberdade de expressão e o diálogo responsável são indispensáveis. Devem, porém, ser pautados pela verdade, fortaleza, prudência, reverência e amor “para com aqueles que, em razão do seu cargo, representam a pessoa de Cristo” (LG 37). “Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor” (Papa Francisco, Mensagem para o 52º dia Mundial das Comunicações de 2018).
Deste Santuário de Nossa Senhora Aparecida, invocamos, por sua materna intercessão, abundantes bênçãos divinas sobre todos.
Aparecida-SP, 19 de abril de 2018.
Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília – DF
Presidente da CNBB
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Fonte: CNBB

CNBB: ELEIÇÕES 2018, COMPROMISSO E ESPERANCA




ELEIÇÕES 2018: COMPROMISSO E ESPERANÇA
 DA 56ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO
“Continuemos a afirmar a nossa esperança, sem esmorecer” (Hb 10,23) 

Nós, bispos católicos do Brasil, conscientes de que a Igreja “não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça” (Papa Bento XVI – Deus Caritas Est, 28), olhamos para a realidade brasileira com o coração de pastores, preocupados com a defesa integral da vida e da dignidade da pessoa humana, especialmente dos pobres e excluídos. Do Evangelho nos vem a consciência de que “todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a preocupar-se com a construção de um mundo melhor” (Papa Francisco – Evangelii Gaudium, 183), sinal do Reino de Deus.
Neste ano eleitoral, o Brasil vive um momento complexo, alimentado por uma aguda crise que abala fortemente suas estruturas democráticas e compromete a construção do bem comum, razão da verdadeira política. A atual situação do País exige discernimento e compromisso de todos os cidadãos e das instituições e organizações responsáveis pela justiça e pela construção do bem comum.
Ao abdicarem da ética e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador, no qual a corrupção ganha destaque, ao revelar raízes cada vez mais alastradas e profundas. Nem mesmo os avanços em seu combate conseguem convencer a todos de que a corrupção será definitivamente erradicada. Cresce, por isso, na população, um perigoso descrédito com a política. A esse respeito, adverte-nos o Papa Francisco que, “muitas vezes, a própria política é responsável pelo seu descrédito, devido à corrupção e à falta de boas políticas públicas” (Laudato Sì, 197). De fato, a carência de políticas públicas consistentes, no país, está na raiz de graves questões sociais, como o aumento do desemprego e da violência que, no campo e na cidade, vitima milhares de pessoas, sobretudo, mulheres, pobres, jovens, negros e indígenas.
Além disso, a perda de direitos e de conquistas sociais, resultado de uma economia que submete a política aos interesses do mercado, tem aumentado o número dos pobres e dos que vivem em situação de vulnerabilidade. Inúmeras situações exigem soluções urgentes, como a dos presidiários, que clama aos céus e é causa, em grande parte, das rebeliões que ceifam muitas vidas. Os discursos e atos de intolerância, de ódio e de violência, tanto nas redes sociais como em manifestações públicas, revelam uma polarização e uma radicalização que produzem posturas antidemocráticas, fechadas a toda possibilidade de diálogo e conciliação.
Nesse contexto, as eleições de 2018 têm sentido particularmente importante e promissor. Elas devem garantir o fortalecimento da democracia e o exercício da cidadania da população brasileira. Constituem-se, na atual conjuntura, num passo importante para que o Brasil reafirme a normalidade democrática, supere a crise institucional vigente, garanta a independência e a autonomia dos três poderes constituídos – Executivo, Legislativo e Judiciário – e evite o risco de judicialização da política e de politização da Justiça.  É imperativo assegurar que as eleições sejam realizadas dentro dos princípios democráticos e éticos para que se restabeleçam a confiança e a esperança tão abaladas do povo brasileiro. O bem maior do País, para além de ideologias e interesses particulares, deve conduzir a consciência e o coração tanto de candidatos, quanto de eleitores.
Nas eleições, não se deve abrir mão de princípios éticos e de dispositivos legais, como o valor e a importância do voto, embora este não esgote o exercício da cidadania; o compromisso de acompanhar os eleitos e participar efetivamente da construção de um país justo, ético e igualitário; a lisura do processo eleitoral, fazendo valer as leis que o regem, particularmente, a Lei 9840/1999 de combate à corrupção eleitoral mediante a compra de votos e o uso da máquina administrativa, e a Lei 135/2010, conhecida como “Lei da Ficha Limpa”, que torna inelegível quem tenha sido condenado em decisão proferida por órgão judicial colegiado.
Neste Ano Nacional do Laicato, com o Papa Francisco, afirmamos que “há necessidade de dirigentes políticos que vivam com paixão o seu serviço aos povos, (…) solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados; que não se deixem intimidar pelos grandes poderes financeiros e midiáticos; que sejam competentes e pacientes face a problemas complexos; que sejam abertos a ouvir e a aprender no diálogo democrático; que conjuguem a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação” (Mensagem aos participantes no encontro de políticos católicos – Bogotá, Dezembro-2017).
É fundamental, portanto, conhecer e avaliar as propostas e a vida dos candidatos, procurando identificar com clareza os interesses subjacentes a cada candidatura. A campanha eleitoral torna-se, assim, oportunidade para os candidatos revelarem seu pensamento sobre o Brasil que queremos construir. Não merecem ser eleitos ou reeleitos candidatos que se rendem a uma economia que coloca o lucro acima de tudo e não assumem o bem comum como sua meta, nem os que propõem e defendem reformas que atentam contra a vida dos pobres e sua dignidade. São igualmente reprováveis candidaturas motivadas pela busca do foro privilegiado e outras vantagens.
Reafirmamos que “dos agentes políticos, em cargos executivos, se exige a conduta ética, nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos” (CNBB – Doc. 91, n. 40 – 2010). Dos que forem eleitos para o Parlamento espera-se uma ação de fiscalização e legislação que não se limite à simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao Executivo (cf. CNBB – Doc. 91, n. 40– 2010). As eleições são ocasião para os eleitores avaliarem os candidatos, sobretudo, os que já exercem mandatos, aprovando os que honraram o exercício da política e reprovando os que se deixaram corromper pelo poder político e econômico.
Exortamos a população brasileira a fazer desse momento difícil uma oportunidade de crescimento, abandonando os caminhos da intolerância, do desânimo e do desencanto. Incentivamos as comunidades eclesiais a assumirem, à luz do Evangelho, a dimensão política da fé, a serviço do Reino de Deus. Sem tirar os pés do duro chão da realidade, somos movidos pela esperança, que nos compromete com a superação de tudo o que aflige o povo. Alertamos para o cuidado com fake news, já presentes nesse período pré-eleitoral, com tendência a se proliferarem, em ocasião das eleições, causando graves prejuízos à democracia.
O Senhor “nos conceda mais políticos, que tenham verdadeiramente a peito a sociedade, o povo, a vida dos pobres” (Papa Francisco – Evangelii Gaudium, 205). Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, seja nossa fiel intercessora.

Aparecida – SP, 17 de abril de 2018.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília – DF
Presidente da CNBB
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Fonte: CNBB

sexta-feira, 20 de abril de 2018

EFICIÊNCIA E COMPETITIVIDADE OU POPULISMO DEMAGÓGICO?

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PROJETOS DE INFRAESTRUTURA E GERAÇÃO DE EMPREGOS

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REFORMAS NO PRIMEIRO MÊS DE MANDATO

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GERALDO ALCKMIN: O POVO ESTÁ CANSADO DE BRIGA

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GERALDO ALCKMIN: O IMPORTANTE É NÃO TER IMPUNIDADE

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GERALDO ALCKMIN: A LEI É PARA TODOS

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BRASIL: A INJUSTIÇA NA COBRANÇA DOS IMPOSTOS

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BRASIL: MAIS DE 12 MILHÕES DE DESEMPREGADOS

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GERALDO ALCKMIN: 40 ANOS DE VIDA PUBLICA

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MERCADO PREVÊ: ALCKMIN PRESIDENTE

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PRECISAMOS DE UMA REFORMA DE ESTADO

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PARA GERALDO ALCKMIN A SAÚDE É PRIORIDADE

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SÃO PAULO: EXPERIÊNCIA E AUSTERIDADE

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GERALDO ALCKMIN: PRECISAMOS UNIR O BRASIL

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GERALDO ALCKMIN: TEMOS QUE CRESCER

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GERALDO ALCKMIN: PAZ E OPORTUNIDADE PARA AS PESSOAS

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GERALDO ALCKMIN: TRABALHO, PERSEVERANÇA E REFORMAS

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GERALDO ALCKMIN: AGENDA DE PRODUTIVIDADE E COMPETITIVIDADE

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